12 de fevereiro de 2014

FIM DE ANO



De novo me chama pelo nome
sem que eu saiba que sabes

No teu espaço
peça que eu permaneça mais tempo
sentada no sofá imaginário
ao teu lado e de todos os meus pensamentos
pois, já nesse instante
os rostos não mais perfilados estariam
e sim, unidos pela boca

Inventa graça
pra eu almoçar na tua casa
ouvindo meus assovios pela escada
atrás do meu nome nas listas de chamada

Do contrário, que já me basta,
tira-me as letras marcadas
de eternos abraços cor cinza
ganhos e vestidos com afago

Sai dos meus sonhos
nos quais me guia pela mão
até onde os relâmpagos das noites tempestuosas
são vistos no teu mundo

Sai do meu mundo
porque não é justo

Assim como não deveria,
escrevo-te pois há necessidade
de desgarrar-me do elo
de tudo que não deu certo
neste ano infindado
pra crer na beleza
do que venha a renascer entre nós.

27/12/2004

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