1 de junho de 2008


Sulcos na carne
palavra adentro
alimento
fluxo contínuo sugando suor
respiro/respiro/respiro
giro incessante
como negamo-nos tantas e tantas vezes?

-Diga-me, palavra
!

Solista palavresca contínua
por vezes escapulindo por entre os dentes
mordendo a mim mesma
meu esperma Hera
que me lança lança dança
giro no som

saliva
solista de som imaginário
quedas desmedidas
respiro
teu hálito forma minha linfa
arcada única das sílabas sulcando o corpo
inflando o peito
corteja
goteja

lanternas gotejando dos teus olhos
aos meus
aos montes
monte de vênus
teu peito
meu púbis
minha boca rima com seu falo.

2 comentários:

felipe vellozozo disse...

muito bom.....

alvarêz dewïzqe disse...

Bela poesia, Hera,
tipo de coisa que
não é fácil de escrever.