24 de julho de 2008

"Sempre soube que nada encontraria aqui" - pensou ele. Mas sempre procurou. Por que? Porque queria encontrar. E a todos aqueles que podia, questionava sobre qual sentido estes, que por um acaso do destino, cruzavam a sua vida, se apoiavam para todas manhãs acordar e vestir os sapatos, vagando de nada para nada com copos de café. Queria algo que lhe viesse em resposta nos ouvidos. Como um sopro, como aquela vez em Saquarema quando a maresia batendo em seu rosto sussurrou a fagulha deste incêndio particular. O sentido talvez pudesse ser seu também, o sentido do outro, mesmo sabendo que era um assunto único, e que se existisse um Deus, esse o havia escondido muito bem para que não fosse fácil encontrar.


Então aquietou-se, porque talvez esta resposta lhe custasse a vida, e a vida em si já bastava.

Adormeceu sobre a ausência dos próprios sentidos.






by Lucas Protti

2 comentários:

alvarêz dewïzqe disse...

então, não sei como cheguei aqui... indicação de algum outro blog, mas não sei qual, fui clicando num, noutro, e colei aqui. E comentei porque gostei do seu blog.

Flavia Neves disse...

a poesia é de família, é?
muito bom, muito bom!