30 de agosto de 2008

O QUERERES

{ligiaprotti}
Caetano me ascende
incensos de lótus azuladas
e pela madrugada
faço amor com samba,
dispenso censuras
e me permito lugares ainda não habitados.

"Sim, ou não?" Lançaram-me.
Noite de encontros corpóreos com o acaso, embora de certo premeditados.
Sorri apenas, pois tortos são os quereres.

4 comentários:

Anônimo disse...

Será que

Ouvir a ler
se recomenda a quem
se queixa da falta
do presente? Não seria
este, aquele que sempre
quisemos mais largo, fofo
e palpável?
"Êeeta" impressão que engana!
Ainda ontem achava que fosse
o tempo quem corria de meu
corpo, de meus olhos
e de minha vida.

Esse passar das horas é suave,
pois é a Lua e o Sol de muita trêta, menina Tiêta.

Grande abraço,
no seu tempo também!

Antonio

Hera disse...

Gostei do teu "Incontáveis fins...",mas achei esse local meio deserto, mais pra patrimônio dos grãos do que das pontas...e por um instante me lembrei dos grãos de areia no laboratório da Jaqueline..."memories, like the colors of my mind"...essa música é linda, e a menina canta numa audição pra tentar fazer parte de uma escola de artes, num filme chamado "Fame".
Monta um blogspot pra vc, que é muito mais fácil de mexer e mais convidativo à leitura do que esse wordpress, e liberta esse oceano infindável que te habita. Universo interno, perceptível agora.
É hora...

Anônimo disse...

Incrível como a Polissemia das formas e imagens distribui significados tão distantes e concretamente sensíveis. Como Magrite, seus grãos podem ser qualquer coisa, até mesmo grãos!

Assim como os "grãos" pontilhados em uma imagem surgem das "pontas" que o desenham, a "memória" pode nos associar aos grãos da relação que nos condicionou a pontas opostas da percepção e do sentir.

Sua percepção quanto ao blog, esplêndida!!! sua expressão histórica sentimental, inerte, oculta.

Obrigado pela sugestão!

Antonio

Flavia Neves disse...

"Noite de encontros corpóreos com o acaso, embora de certo premeditados.
Sorri apenas, pois tortos são os quereres."

isso emudeceu meu comentário. mas ele "está cá dentro, calado, inquieto, vivo".