Nós amamos,simplesmente amamos. Com todas nossas imperfeições e inseguranças, nós amamos os nós.
Nós amamos, e queremos ser amados. Nós amamos às vezes, calados. Porque quem ama é a gente, e não o outro lado.
A gente sente na pele,a gente acha esquece,a gente quer nunca correr o risco, a gente às vezes transborda alegria e explode de riso.
Acho que eu falo demais, mas depois paro e me pergunto, não tem nada medindo nada,é só a minha cabeça restringindo tudo. Sem falar nada, mudo. Uma hora mudo.
O importante é ser intenso,quebrar a balança, não ser avarento. Sem caprichos, sem vícios.
O importante é ir alto, tocar o céu independente da queda, do tamanho. Ser humano e beber do mel.
por lucas protti
27 de março de 2007
24 de março de 2007
HERA
JÁ NÃO HÁ
Sem querer tornar-me livro. Sem querer, tornar-me sã.
Palavaras foram feitas para o papel. Pára, pára, sempre seremos nesse presente que se estende.
Precisando de identidade. Calçar-me. Amuleto-feito.
Só sabendo quem sou saberei impôr o que é de mim. Sabendo meu ser, sendo. Ingestão não-forçada. Lacuna. Livre. Preenchimento
Sãos seus meus momentos. Te imploro o cuidado. São seus meus teus braços, e não mais sua minha cama. Passado o passo, sido, sigo.
Palavaras foram feitas para o papel. Pára, pára, sempre seremos nesse presente que se estende.
Precisando de identidade. Calçar-me. Amuleto-feito.
Só sabendo quem sou saberei impôr o que é de mim. Sabendo meu ser, sendo. Ingestão não-forçada. Lacuna. Livre. Preenchimento
Sãos seus meus momentos. Te imploro o cuidado. São seus meus teus braços, e não mais sua minha cama. Passado o passo, sido, sigo.
25 de fevereiro de 2007
COISAS QUE NÃO SÃO DITAS
Há coisas que não são ditas
Que ao entrar no espaço ao teu lado
te percebi desde o início
Que na vontade de saber teu cheiro mais íntimo
adormeci com a cabeça na tua bermuda
esquecida sobre o beliche
muito antes de pensar em ser tua
Que teu beijo demorado me provoca uma moleza úmida
Que apesar de ligeira,
adoro o modo calmo como me tens em tuas mãos
tua voz que fica rouca, tenra
teu domínio sobre minha nuca, arrepio pleno da alma
Te ver sobre meus olhos
fazendo-me inteira tua
trafegando com suspiros por entre meus poros
enquanto destilo a sensação que o contato de nossos corpos me provoca
Deixando-nos ser, simplesmente
Que ao entrar no espaço ao teu lado
te percebi desde o início
Que na vontade de saber teu cheiro mais íntimo
adormeci com a cabeça na tua bermuda
esquecida sobre o beliche
muito antes de pensar em ser tua
Que teu beijo demorado me provoca uma moleza úmida
Que apesar de ligeira,
adoro o modo calmo como me tens em tuas mãos
tua voz que fica rouca, tenra
teu domínio sobre minha nuca, arrepio pleno da alma
Te ver sobre meus olhos
fazendo-me inteira tua
trafegando com suspiros por entre meus poros
enquanto destilo a sensação que o contato de nossos corpos me provoca
Deixando-nos ser, simplesmente
31 de janeiro de 2007
À CRIA
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alegre porque de cada grão
trabalho o alimento
e essas são minhas riquezas [passarei-as à frente]
O que sei da comida e da dança
de tudo o que compõe o corpo
do nado, da água, natureza viva
Passarei à frente
mesmo que não para a cria de mim mesma,
mas transbordarei ao outro
Pois o que sei, não sei ao certo,
mas sei ser pouco
10/02/06
no Sol da Terra
29 de janeiro de 2007
INDEFINIDO
Vasto corpo de carne trêmula
meu perder-se acompanha o vai-e-vem da onda na areia
de início, erguida, ficando esguio o ventre,
arrebato-lhe o quadril contra o corpo,
sucinta explosão que me causa
Em movimento contínuo
jorram sumos de flores
licores
orvalhos da madrugada
mel de abelhas selvagens
fazendo brotar arrepios
do ventre à raiz dos cabelos
Vasto corpo de carne trêmula
território de dedilhar livre
em noites de lua crescente
corpo compositor de melodias incertas
ruidos sonoros, gemidos
É tua a minha mão na boca pensando em ti.
meu perder-se acompanha o vai-e-vem da onda na areia
de início, erguida, ficando esguio o ventre,
arrebato-lhe o quadril contra o corpo,
sucinta explosão que me causa
Em movimento contínuo
jorram sumos de flores
licores
orvalhos da madrugada
mel de abelhas selvagens
fazendo brotar arrepios
do ventre à raiz dos cabelos
Vasto corpo de carne trêmula
território de dedilhar livre
em noites de lua crescente
corpo compositor de melodias incertas
ruidos sonoros, gemidos
É tua a minha mão na boca pensando em ti.
23 de janeiro de 2007
LUA CRESCENTE
Jurada como se retornasse à terra,
é na meia lua, novamente,
que o sentir se distorce no pulsar.
13/07/05
16 de janeiro de 2007
CONTANHO
Pernas abertas
Cobertas de gotas correndo
Banho morno
Fogo
Queimando pelo banheiro e dentro de mim mesma
07/06/05
Cobertas de gotas correndo
Banho morno
Fogo
Queimando pelo banheiro e dentro de mim mesma
07/06/05
15 de janeiro de 2007
SENTIDA
11 de janeiro de 2007
DESMUNDA
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Disseram-me
(alguém que não me conhece, tampouco eu)
que Balzac tinha os mesmo desvaneios
Julieta desse modo que escrevo
permaneço vendo sempre o que menos se vê
melancolia que me consome
sentindo a vida desgarrada
desse universo interno
perceptível agora
Desgarrada do todo que me assombra durante o caminhar
quando não devo e não temo,
mas carrego estes olhos cegos
que de real nada enxergam
Nada
(pois tudo é essa vida mundana
cada vez mais distante)
Julieta desse modo que sou
de certo não nasci pra viver
[se o travar das amídalas for vida]
vida essa que por mais que se valha de caminhar sozinha
fica sempre melhor chapada de alegria compartilhada.
09/06/05
7 de janeiro de 2007
PRESENTE VERMELHO
"Quero escrever o borrão vermelho de sangue com as gotas e coágulos pingando de dentro para dentro (...)"
Clarice Lispector
Do mesmo modo como me lembra o fervor das vestes espanholas, foi também uma escritora de lá, Rosa Montero, que me motivou a escrever sobre esse assunto dizendo quase não haver obras literárias sobre esse tema, tão constante e intermitentemente feminino.
Escrever sobre ela é como deixar vir, permitir que chegue, adaptando-se ao novo, que já é tão costumeiro. É como ficar de pé e perceber o quanto, daí sim, melhor ela flui...Reconhecer.
(em construção)
Clarice Lispector
Do mesmo modo como me lembra o fervor das vestes espanholas, foi também uma escritora de lá, Rosa Montero, que me motivou a escrever sobre esse assunto dizendo quase não haver obras literárias sobre esse tema, tão constante e intermitentemente feminino.
Escrever sobre ela é como deixar vir, permitir que chegue, adaptando-se ao novo, que já é tão costumeiro. É como ficar de pé e perceber o quanto, daí sim, melhor ela flui...Reconhecer.
(em construção)
6 de janeiro de 2007
5 de janeiro de 2007
NUA
1 de janeiro de 2007
FEMININA
FESTA À FANTASIA
SINERGIA
O que somos nós
senão um punhado de emoções
sólidas em átomos
que constroem nosso corpo?
Punhado de emoções
que anda
dorme
come
faz amor
Um enxame de abelhas
onde a essência de cada um
vem do pólen que carregam
Sentem, como se às vezes
os pés não mais tocassem o chão
e se perguntam:
qual será o destino?
Assim as abelhas fazem...
Pequeninas,
mantenham-se unidas e produzam o mel,
se não, a vida finda
14/12/04
senão um punhado de emoções
sólidas em átomos
que constroem nosso corpo?
Punhado de emoções
que anda
dorme
come
faz amor
Um enxame de abelhas
onde a essência de cada um
vem do pólen que carregam
Sentem, como se às vezes
os pés não mais tocassem o chão
e se perguntam:
qual será o destino?
Assim as abelhas fazem...
Pequeninas,
mantenham-se unidas e produzam o mel,
se não, a vida finda
14/12/04
SEXTA-FEIRA
A minha sensação de liberdade é curta
embora intensa
e lembro-me
d'olho n'olho
cabelos se enroscando
num só nó
Ó só!
Éramos nós
éramos uno
e de repente
naquela mesa de bar
entro numa de autista
uma onda só minha
Ó só!
Mira!
E tudo muda
o mudo silêncio
na minha cabeça pirando
completamente sóbria
03/12/04
embora intensa
e lembro-me
d'olho n'olho
cabelos se enroscando
num só nó
Ó só!
Éramos nós
éramos uno
e de repente
naquela mesa de bar
entro numa de autista
uma onda só minha
Ó só!
Mira!
E tudo muda
o mudo silêncio
na minha cabeça pirando
completamente sóbria
03/12/04
31 de dezembro de 2006
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serra {ligiaprotti}
|
que se meus olhos falassem
seriam desorientados
Tão engraçado quanto chato
é ser dessa constância nunca perene
Permita-me que eu ande
ao menos sem pisar nas plântulas
e sem o roçar da urtiga contra a pele
Boba
urticária dentro da boca
saiba e aprenda que o presente
é o único momento que existe
e coopera em nossa presença
Assim, cansei de ser indecisa
basta de talvez, pode ser, quem sabe, não sei
assumo que me perco
e a cada dia procuro mais a trilha
13/12/06
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